Arquivo da tag: NOVO

Dia do Rock!

No dia do rock eu não poderia deixar de postar, certo?

Acredito que todo tipo de rock possa ser aceito hoje, mas vamos fazer valer os velhos tempos, o rock clássico. Pelo menos uma vez ao ano, não custa, NÉAM?

David Bowie, Metallica, Mötley Crüe, Guns’n'Roses, Black Sabbath (na verdade, qualquer coisa que envolva Ozzy Osbourne), Nirvana, Alice in Chains, Sex Pistols, Silverchair, Motorhead, Deep Purple, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Kansas, Queen, Stone Temple Pilots, W.A.S.P., Toto, Beatles, Cazuza, Cássia Eller, Raimundos.

Vale também: Queens of the Stone Age, Incubus, System of a Down, Radiohead, Foo Fighters, Creed, The Dead Weather (na verdade, qualquer coisa que envolva Jack White).

Com certeza estou esquecendo de muitos outros, mas acho que a lista ficou digna.

Nobody dies a virgin, life fucks us all.


Minha escolha, minha vida

Insistência é algo cansativo, e quanto à isso, eu sou totalmente intolerável. Desistir não é meu lema, mas por várias vezes, talvez até por falta de vontade, eu joguei para o vento a minha iniciativa de negar, alegando desistência e fazendo-me voar pelos anos de minha vida, sendo que teria vivido suficiente para ter vinte e cinco anos de idade, e apenas tenho dezesseis.

Ao longo dos anos é impossível não aprender ou apenas não levar de bagagem algum acontecimento, algum momento, por mais insignificante que este seja. Somos seres humanos, absorvemos instantaneamente alguns itens essenciais. Pois bem, de certa forma, o que eu erro não me serve para nada, afinal cometo o mesmo erro repetidas vezes, e tenho dito: gosto.

Não gosto de erros, em si, mas gosto da sensação de tais erros. Bem, em algum lugar está, escondida e abarrotada, a minha felicidade verdadeira, pois se, de fato, minha felicidade é o que eu faço às quintas, eu morrerei sem saber o que é sentir-se infinitamente alegre.

Procurar saídas não é uma escolha complacente, isso não me ajuda mais. Presa neste mundo insuportável e agradável estou, afinal de que vale o prazer se não for procedido de amargos golpes calados e dores insustentáveis? Digo que não existe satisfação se não houver, primeiramente, a rejeição.

A escolha faz a sua vida, ou uma parte desta, se escolhe e faz com ânsia e desejo, não tem que se preocupar com opiniões secundárias, siga o que você quer. Ninguém lhe compensará, no futuro, por não ter feito o que queria, e também não existirá ato suficientemente plausível  que lhe faça esquecer ou acabar com o arrependimento permanente que porvirá.


Tempora Mutantur

Título significativo, diz tudo, esclarece-se por si só. “O tempo muda e nós mudamos com ele.” fez-me pensar dezenas de vezes. Li e reli, uma mão inteira, de “Memórias Póstumas”, sem nem saber o porque de me encantar. Expressivos são os gestos, as palavras, cada simples toque. Descrição, a que mais me surpreende.

Toda descrição pode me fazer acreditar, toda descrição pode me influenciar, mas não desta forma. É exatamente o que desejo ler pela vida inteira, e que isso, pelo menos, não mude.

Por fim, decidi que quero uma vida dura, porque eu serei bem mais forte. E mais uma vez, por que está sentado na frente de uma máquina, lendo e fazendo qualquer besteira? Vá viver a vida, vá amar o vento.

A vaidade das vaidades não existe, no final, tudo não passa de vaidade.


Paraíso forjado

Estive no paraíso e, sinceramente, não sei porque resolvi sair. Recolher-me no meu inferno particular seria mais vantajoso, ou seria viver? Decidi privar-me do paraíso, pois sei que não mereço tal privilégio, talvez seja pela alegria constante, ou então pela certeza da felicidade na próxima hora. Não descobri, o paraíso tem algo que não me agrada.

Talvez seja esta a razão da minha decepção, talvez não. Não consigo recordar o porque de ter-me deixado escapar pelos furos incontáveis que me trariam para onde estou novamente. Só me lembro que não fiz questão de me agarrar àquele lugar, lembro que não queria esquecer, mas me bastava guardar, em algum espaço vazio, que fosse obscuro o bastante e não rotulado do meu cérebro, a lembrança mórbida de ser feliz, pelo menos uma vez.

Dizendo a verdade, já que a faço verdadeira agora, devia ter-me apegado, devia não ter sido tão cruel quanto pude ser, devia ter mudado. Ou talvez seja só uma combinação alterada de genes, talvez isto acabe daqui um mês, ou então nunca acabe. Não fará diferença alguma, voltar nunca poderei, resta-me a lembrança dolorosa de dois dias bons, dignos de receberem este adjetivo.

Sobejo-me neste canto, recolhida pelo tempo desperdiçado de minha vida, fazendo-me crer nas minhas verdades, tão inutilmente verdadeiras, que já não me fazem tanto mal, nem bem. Desejo-me o que mereço, não o que sempre quis, não sou merecedora do paraíso, não tenho grandes feitos, mas se lá estive algum dia, foi porque estava de acordo com o que eu havia pago.

Meu erro é ser fojadora da justiça.


Muda-te

E o amor que te cobre as vistas? Se nunca o teve, não pode me julgar. Se não sentiu qualquer paixão descabida que está sendo vendida nas televisões, não pode se inteirar e ponderar-se o maior entendedor do assunto. Se jamais tocou a pele, seca e tênue, que tem posse da sua loucura, da sua ternura e tudo o que lhe disser direito, não tem o poder, nem alguma simpatia que lhe faça ter essa experiência.

Se o seu delírio está tão desvairado, deixe este prosseguir. Não prenda o devaneio por falta de esperanças, não é válido. Mesmo que depois de meses, não lhe ofereçam hospedagem, mesmo que durante a chuva forte e fria, ninguém lhe ofereça abraso, não se deixe levar pela propaganda de abatidos tão populares que existem em todos os lugares. Não se julgue nada, mas também não seja nada, não é válido.

Não deseje loucamente o que você não tem, a não ser que esteja próximo de ter o que se é ansiado. Não faça de ti, uma caneta que falha só para poder dizer que sente, ou então para espertar os outros de algo que você diz ser grandioso. Não seja egocêntrico, mas não se odeie, não é válido. Não se avalie, os outros farão isso por você. O tempo é escasso para tais questões tão inúteis, faça do pouco que se tem, um motivo para se lembrar, uma motivação para continuar.

Há tempos não tenho mais intimidade com a minha própria vida. Há tempos como pela fome, ando pela forma, mantenho-me acordada pela insônia, e, acima de tudo, não vivo, pois não tenho tempo suficiente para viver. E este não é o viver que eu sempre cito, este é o viver especialmente para as sensações táteis, térmicas, e as várias outras. Dizem que a vida é longa e feliz, tudo tem o seu tempo, mas eu, com a minha visão distorcida do mundo, não aceito que digam isso. A vida não é feliz se você não a vive, é logicamente impossível. A vida não é suficientemente longa para quem percebe que não está vivendo apenas quando completa dezesseis anos. Portanto, se não há tempo para mim, se não há tempo para a minha jubilidade, não tenho escapatória senão sair atropelando os anos de forma incansável.

De que vale o meu tempo, se nunca haverá tempo o bastante para tudo? De que vale escrever isso se sei que vou me arrepender de não ter escrito tudo o que deveria? Para que insistir na minha paixão mais ilógica, se nunca vou alcançá-la, de fato? É por isso que insisto na não-categorização, pois eu não me encaixo em nada que digo, nem do que falam e vendem, porém, prossigo com a minha personalidade, pouco chamativa, pouco influenciada e muito conturbada.


Arrebatada

E se eu disser que a vida te dá muito mais do que você pode ver? Ainda me arrisco, apostando que isso vai muito além do que você acha que está sentindo a cada minuto. Hoje eu estava no carro, assim mesmo, no calor tresloucado que estava pronto para me matar, e eu ainda conseguia pensar na vida. Julguei-me fugitiva, passiva demais por um momento, e lembrei-me da minha semana, que passou rápido demais, apenas revoando o que podia ser muito mais intenso (e acabaria me matando).

No carro, na espera de quase três horas, eu desejei ter vivido muito mais no ano dois mil e nove, eu almejei uma liberdade mais justa à mim nos anos anteriores à dois mil e oito, pois desse jeito, levaria aquela ponta de felicidade que eu tanto precisava naqueles tempos e arrastaria a sensação de vácuo do meu passado, aquela que eu insisto em esquecer.

Convincentemente, eu parei com o momento nostálgico que a música trazia junto com o seu ritmo incessante e bem ordenado e passei para o futuro, não me preocupando em viver o presente, que me trazia o calor de São Paulo. Esperei e ainda espero muito de dois mil e dez, o começo foi concordante com o que eu aguardo, e se minha imaginação fértil permitir, idealizarei este ano como o melhor de todos, e que este faça-se realidade.

Estava letárgica quando, em poucos minutos, cheguei ao meu portão, à minha casa, vi tudo o que eu precisava ver para esquecer tudo de vez, tudo o que eu pensei durante horas, e era deveras evidente que o que eu mais queria era estar ali, onde eu estava, repleta de hematomas, sentada no chão da minha casa, junto à minha família.

A conclusão está mais do que visível, a resposta não é viver correndo, se divertindo tanto só para fugir dos problemas. A solução é viver, do jeito que se quer viver o momento, de modo a não se arrepender depois, não se lamentar, lastimar não ter passado mais tempo com a família, ou então, mais tempo com os amigos, o que há é o momento, é o que fará a sua vida satisfatória, mas agora o que lhe importa é o vento no rosto, o amor na sua forma mais rústica, é o tudo o que lhe faz feliz instantâneamente.

Nunca disseram que a vida é fácil demais, mas já perceberam que vale a pena.


O meu amor

Convenhamos que a vida não passa de idas e vindas. O ar nunca é o mesmo em todo lugar, o ar sempre muda e, por isso, acaba por lhe aplicar a fervilha do seu comportamento, alterando o seu humor, trazendo-te, muitas vezes, uma repentina pseudo-felicidade, que você não quer que vá embora, naquelas infelizes idas da vida.

Eu gosto de ressaltar que tudo um dia acaba, o seu sofrimento por um amor condenado, uma tristeza causada pela perda de um ente tão amado, e até mesmo aquela aparência que tinha quando era imaturo e muito feliz. Tudo muda, amigos, assim como o ar.

O ar é algo indecifrável, o ar te traz a felicidade de volta, faz com que os seus cabelos fiquem bagunçados, fazendo você rir, ou até mesmo te deixando nervoso, pois ele te faz de palhaço, quer ver você sorrir. Eu amo o ar, assim como amo o Brasil, porque aqui, só aqui, teremos este ar. Em nenhum lugar alguém chegará a encontrar um ar que seja sequer parecido com o do Brasil, ele é único e facilmente reconhecido.

O ar é como uma paixão avassaladora, como o romance que é reservado só para dois e mais ninguém, a benevolência demonstrada por um grande amigo. O ar é o nosso amor, beija-nos por completo, desordena nossos sentidos, deixa-nos a beira de um infarto, leva-nos à fechar os olhos e desejar que aquele momento, quando o vento nos castiga com todo o amor, nunca se vá.

Existem tantos sentimentos que nós desejamos que nunca se deixem levar pelas idas e vindas da vida, tantas paixões, tantos momentos inesquecíveis, tantas pessoas que nós ansiamos que lutem para continuar a viver, para não serem abandonadas pela vida. Nós sabemos, tudo um dia se esvai, escorre como água, vaza pelos nossos dedos, sai do nosso controle absoluto, deixa-nos loucos, e então, sabendo que isso um dia vai acontecer, você vai continuar aí, parado, olhando pro seu computador?

Há muito o que viver, cada segundo desperdiçado é uma porcentagem de ida e vinda que você perde, é uma porcentagem de emoções que você deixa de sentir, e acima de tudo, é a sua vida que você leva com tanto desamor. Tá esperando o que? Levanta, vai sentir o vento no rosto.


Dois mil e dez

Último dia de dois mil e nove, última madrugada deste ano, última sensação de incapacidade, último minuto de infelicidade. É, eu estou no ritmo de dois mil e dez, independente de qualquer pensamento receoso que venha a ocupar o meu tempo tão escasso, independente de qualquer pessoa que venha dizer palavras mal pensadas, daqueles que estão desgostosos por algum motivo inútil, que daqui há um ano, os fará pensar no quão idiotas foram por perder este último dia tão importante e, por incrível que pareça, interessante.

Janeiro é amanhã, e eu já tenho esperanças. É, imagine só, se eu tenho esperança, todos têm (com exceção dos ignorantes). Para mim, dois mil e dez será O ano, assim mesmo, com letra maiúscula, porque ele merece. Aliás, só pelo fato de estar ocupando o lugar de dois mil e nove, assim, de bom grado, já me deixa satisfeita.

Que venha dois mil e dez, este ano de pura paixão, de grande ventura e com sabor de lascívia. Eu o espero com um esmalte verde, que na verdade, não foi escolhido pela função, e sim pelo tom anormal, com uma maquiagem digna e as pessoas que eu mais amo na minha vida. Venha dois mil e dez, eu o espero com ansiedade, assim mesmo, quase roendo as unhas.

Para quem não acredita, assim como eu, acabei de chamar a minha vida de vida, não de existência, inacreditável. É o efeito de dois mil e dez sobre mim.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.