O desespero instigante da desordem trouxe-me mais um de seus scripts inegáveis, e mais uma vez sou protagonista e antagonista. Não são deveres que me fazem escolher, mas a racionalidade. Escolhi bem e escolhi mal, escolhi mais ou menos, nunca saberei ao certo.
Antes mesmo de partir minhas saudades me sufocam, e como se não bastasse correm pelo meu corpo como uma corrente elétrica e travam-se em minha garganta, como se uma parte de mim quisesse ficar aqui pra sempre.
E mesmo escrevendo tudo isso, eu não sei o que quero dizer. São tantos pensamentos, uma angustia, aquela vontade louca de fugir e chorar sem ter medo, sem ter que esconder a tristeza dessa despedida.
Sinto esse peso, sinto muitas coisas, sinto que vou me arrepender e me salvar do arrependimento. Eu não peço que me abracem, aliás, eu não quero isso. Eu quero ser eu, eu quero contrariar todo mundo e no fim rir de tudo que eu fiz. Eu não quero esquecer aquela conversa que tivemos durante aula, por mais torpe que ela tenha sido.
Agora eu soluço por amar tudo o que eu vivi. Eu soluço por não saber o que vai ser. Eu soluço ainda mais por saber que nada vai voltar.
Eu quero o minha respiração, cadê?