Lembro-me de ter pensado uma ou duas vezes sobre aquele homem. Aquele homem que, na verdade, não é homem, é menino. Preso ao corpo e mente impecáveis, ele me viu. Notou-me um dia, e eu, na minha mente insana, já o conhecia há dois anos.
Soube meu nome por ajuda dos amigos, convenceu-me no primeiro dia que o vi de que estávamos fadados ao fracasso juntos, que nos merecíamos, que tudo o que estava por vir seria muito ruim, mas estando juntos, nada poderia ficar insuportável.
Não posso dizer que o amei, ou que ainda amo, juramos um quase relacionamento, exceto pelas responsabilidades e pelo relacionamento em si. Selamos esse quase pacto com algo que, na verdade, deveria ser sangue ou apenas saliva, mas foi muito além.
Ele encarna o meu melhor amigo e o que, no futuro, poderia ser o mais próximo de um marido. De certa forma, não penso nele, porque me sinto no dever de manter o quase pacto válido em quaisquer circunstâncias.
E sim, eu desejo todos os dias que ele me abrace com todo o afeto que ele pode ter, com toda a vontade que ele pode sentir, mas nunca o vejo. Meu desejo não passa de ilusão, nosso quase pacto não passa de uma ilusão de ótica, de uma regra para entrar em vigor quando se sentir a necessidade, ou falta de alguém.
Nosso quase pacto não existe, eu não existo. Sequer pensaria em me cumprimentar num dia bom. Eu não gosto do que vejo, e continuarei a não gostar.
É um pesar inacabável não poder fazer nada sobre isso.