Quanto amor, quem me dera fosse amor. Ficar andando pela madrugada sem fim ao lado dele, sem preocupações com horário, sem preocupações com o futuro. Queria muito que fosse assim, uma única vida para dois. Um sorriso dividido em dois rostos. Duas mãos que não parecem duas, mas de tanto ficarem unidas, são vistas como se estivessem fundidas.
Um tanto doentio de minha parte ficar imaginando coisas do tipo, mas o que seria das pessoas se não existisse um minuto para o apego? Eu quero uma risada boa depois de uma piada tosca, eu quero aquela risada compartilhada por dois, eu quero a risada dele, só para escutar, e escutar, e escutar, sem fim.
O lugar que eu gostaria de estar? Numa praça, a princípio sem nome, as 02:30 mesmo agora não tendo passado 01:30, escutando Good Charlotte e pensando nos tempos em que banheiros de festas eram o meu local favorito, tirando as casas compostas apenas por um cômodo -cozinha-, feitas para as crianças brincarem.
A vida nunca é o que desejamos que ela seja, então não espere nada. Espere um grande nada. Quanto amor, quem me dera fosse amor.