Tantos pensamentos, vêm e vão. Muitos deles, tão inúteis e ridículos, estagnam na minha mente pela eternidade de um segundo, e depois fogem com o meu otimismo, bom humor e fé.
Se eu sou assim, infeliz por natureza, eu não conseguiria me mudar, e mesmo se pudesse, eu não iria querer. Eu gosto de sofrer, é um alívio, é a sensação de estar em casa, do entorpecer do intelecto. Sem força, crença ou ilusão eu não posso ficar pior do que já estou, ou do que já estive.
Nessas noites de final de semana quentes, eu estive sob proteção, parecia que todas as ideias me levavam ao único ponto que eu poderia chegar, e era bem este que me embriagava com remédios, me acorrentava à casa onde vivo e implorava para que eu ficasse chorando aos seus pés, implorando por um amor correspondido que nunca chegaria.
Posso parecer alegre agora, mas a melancolia é a minha vida e sempre vai ser.