Desditosos pseudo puritanos, deram de presente vertidas lágrimas onerosas, que mal se apresentavam e corriam pela face desgraçada daquela moça que por descuido, ou pelo etilismo, contara tudo que não devia, e batendo no peito, aceitou toda a rejeição repentinamente ridícula que seus queridos amásios lhe diziam entredentes ou em gritos histéricos. A pobre chorava lágrimas sofridas de quem vê um término iminente da sua felicidade, isso a doía, fazendo com que se esquecesse das quedas ocasionadas por descuido, ou pelo etilismo, e todas as feridas que se formaram em seu corpo.
Atordoada, correu ao telefone, proferindo palavras teimosas, que diziam sem se dizer. E no desespero de uma madrugada morbidamente exausta, ela feriu aquele homem, que tanto a faz feliz. Agora corre, menina, corre para sua casa que ainda tem muito a desculpar-se, aproveita e joga-te na cama, que o abraço quente de um amor arrebatado te espera.