Odeio gente grossa, e odeio ainda mais quem finge ser meigo e, no fundo, não passa de um abrutalhado, daqueles bem indelicados mesmo. Odeio gente que não se valoriza, faz o que não quer para ver um outro alguém feliz, e diga-se de passagem que na maioria das vezes, esse outro alguém não é merecedor de tamanho esforço, ou privação. Odeio gente fraca, que não suporta nem seus menores problemas, e ainda se convence que são de dimensões estratosféricas. Odeio gente mal resolvida, que não sabe o que quer, e pelo jeito nunca vai saber. Odeio essa gente que se acha melhor que os outros porque se julga “mais intelectual”, e no final, ser intelectual na pequena mente desse ignóbil é beber uísque, discutir sobre o pouco de história, arte e literatura que sabe, e ainda por cima fumar seus mercenários na frente das pessoas e cuspir a fumaça na lata de um amigo, enfim, tudo não passa de ignorância. Odeio gente que trata mal, não liga, não chama, na verdade, não se importa. Odeio gente insossa, que não tem personalidade, que não tem opinião, que gosta de tudo e todos, sem exceção. Odeio gente que finge que não odeia, e odeio gente que esconde quando ama. Odeio mais ainda quem diz que nunca fez nada de errado. Odeio gente egoísta, gente mentirosa, gente sem escrúpulos. É, eu odeio esses otários. Odeio gente egocêntrica, e odeio quem é amigo de “todo mundo”. Odeio gente que se exibe, e gente que joga na cara. E eu sei que ainda há muito ódio pra contar, mas eu me recuso a perder mais tempo com tanta coisa ruim. Por último, mas não menos importante, odeio gente que não gosta de ser ferido, mas trata as pessoas como objeto.
janeiro 21, 2012