Sinto falta do que ainda não vi, sinto falta de pessoas que ainda nem cheguei a conhecer, sinto falta de um abraço apertado numa dessas noites frias tão indevidamente tortuosas. E por não ter te notado, eu me peço perdão, por não ter te visto antes, te peço perdão por não termos acabado com tanto sofrer desnecessário, e te levo comigo, te pego pelos dedos, desmanchada em sorriso, correndo rápido demais para que fujamos desse templo valeriano, repleto de amores forjados, e eu te peço, meu amor, não se engane com nenhum deles, pois são letais, para você, para mim, para nós.
Eu sei, eu sei. Às vezes a vida é mais do que só penosa, mas eu te prometo, e te prometo sem medo de errar, uma vida bem aventurada. Completa de surpresas, um gosto bem diferente do que você está acostumado a sentir. Vou te chamar de tudo que quiser chamar, sem vergonha de um riso apaixonado como acompanhamento, só te peço que faça o mesmo, sem medo de me escutar quando for contar os meus sonhos tão insensatos.
Sinto sua falta, meu amor, mesmo sem te conhecer. Sinto sua falta.