Eu te esperei uma eternidade. Desperdicei praticamente tudo que tinha, inclusive dignidade e orgulho. É, eu te esperei para que pudesse enxergar quem realmente faria diferença na sua vida miserável. É, eu te esperei para sermos algo perfeito e intocável. Eu realmente esperei que fossemos algo, que algum dia, você fosse se dar conta da vida que eu abri mão por você e pelo seu amor forjado. Eu achei que você fosse dar valor, que você fosse me tratar como eu realmente mereço. Eu achei que você fosse agarrar minha mão para nunca mais soltá-la, e tão rápido que chegou a me dar vertigem, você resolveu se libertar de mim e da minha mão. Eu não era qualquer uma para você, eu era o seu dia-a-dia, eu era a harmonia do seu dia, não deveria ter feito o que fez. Doeu-me o peito te ver de dois em dois dias tentando estabelecer um contato comigo, talvez para saber se eu estava viva, se eu estava bem, se eu pretendia voltar a te dar mais chances para você esgotá-las novamente. Não sei, eu te esperei, eu te esperei, meu amor, como eu te esperei! Esperei por anos e anos, incontáveis, para perder um pouco do meu tempo com você, talvez um resto de vida. Você se foi, e agora tenta voltar, para acabar com a minha vida novamente, me partir em estilhaços e ainda rir de mim para suas vadias, perdoe-me pela franqueza. Prófugo desgraçado, não venha com suas desculpas ridículas para falar comigo, você me disse que sabe que eu não quero conversa, então simplesmente não venha, pois eu acabo com uma vontade colossal de … Bom, de muitas coisas.
dezembro 22, 2011